Tempo de luta

Valmor Guedes, Presidente da ASERGHC

Estamos passando um período desafiador para os trabalhadores. É a hora em que aqueles que criam as crises jogam a conta pra cima de nós. Assim como a Dilma, que não reajusta nem repõe as perdas nos salários dos funcionários federais, o Sartori aplicou a mesma receita aqui no Estado e foi além, parcelando o pagamento dos salários. O filme é o mesmo e os atores também, pois se revezam no governo. Todos a serviço da mesma elite que detém o poder e que manipula o jogo conforme seu interesse.

Aqui no GHC, assistimos a mais uma troca na Superintendência e Diretoria Técnica e a permanência, mais uma vez, do Diretor Administrativo e Financeiro, mesmo com todas as denúncias já feitas pela ASERGHC, de prejuízos e problemas nessa área. Um mistério justificável apenas pelo interesse político-partidário. A nossa situação não é diferente, em relação aos demais trabalhadores, pois nossos gestores utilizam os mesmos argumentos da “crise” para complicar as renovações dos acordos coletivos de nosso interesse. Foi assim com a Convenção Coletiva e está sendo com o nosso acordo interno.

A Superintendente do GHC assumiu o cargo há mais de três meses. Logo no começo, procurada pela ASERGHC, aceitou o diálogo, afirmando querer estabelecer uma nova relação com as entidades representativas dos trabalhadores. O Primeiro acordo estabelecido em sua gestão, do Banco de Horas, está sendo descumprido deliberadamente. Estão “batendo cabeça”, a gestão e o Jurídico terceirizado, sem saber como fazer para cumprir a redação que eles mesmos propuseram. Na época em que conversamos, afirmamos à Superintendente que defendemos sempre o diálogo como forma de relação, porém com avanços concretos. Ou seja, não nos adianta promover diálogos intermináveis, sem que se construa, e se cumpra, avanços na qualidade nas condições de trabalho e de vida dos trabalhadores.

Assim como os trabalhadores das diversas categorias que se organizam e buscam unidade no enfrentamento às políticas nefastas que prejudicam a todos, aqui no GHC também precisamos buscar unificar as categorias profissionais, através de seus sindicatos, para nos fazer ouvir. Este é o desafio. Todos à luta para renovar nosso acordo interno e fazer cumprir os acordos feitos. Sem luta não há conquista! Juntos, podemos!

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