Trabalhadores denunciam falta de testes e negligência do GHC em ato realizado nesta segunda-feira

Em um novo ato realizado nesta segunda-feira (6/07), no pátio do H. Nossa Senhora da Conceição, trabalhadores do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) denunciaram a falta de testes para os profissionais mesmo em setores onde colegas já foram confirmados com o vírus e exigiram a testagem para todos os trabalhadores da saúde. A manifestação foi organizada com um grupo restrito de pessoas, respeitando as regras de distanciamento social.

O presidente da Aserghc e diretor do Sindisaúde-RS, Arlindo Nelson Ritter, destacou  que “o GHC desrespeita a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), nega a testagem para profissionais em contato com casos confirmados e negligencia o cuidado com os próprios trabalhadores”.

Em entrevista para rádio Guaíba, o diretor-presidente do GHC, Cláudio Oliveira, disse que “Sair testando não faz sentido. Em nossa UTI Covid não há nenhum caso, o que nos leva a crer que os funcionários estão pegando na rua, ou não estão utilizando os EPIs adequadamente”. Uma clara tentativa de culpabilizar os trabalhadores.

Segundo a Legislação, para cada cinco pacientes, é necessário um enfermeiro. Técnicos de enfermagem devem atender no máximo dois pacientes e, em média, dois médicos compõem a equipe. Assim, cada trabalhador contaminado que precisa ser afastado gera uma sobrecarga para os demais profissionais.

Valmor Guedes, diretor da Aserghc e do Sindisaúde-RS, também falou sobre essa pressão que os trabalhadores estão submetidos, com adoecimento físico e mental. “Isso coloca em risco não apenas os funcionários, mas toda a população, pois se trata de saúde pública. Nosso protesto também é contra as políticas do Governo Federal, que está mais preocupado em atacar direitos dos trabalhadores do que atacar o coronavírus”, disse.

Durante a manifestação também houve um momento de homenagem em memória dos colegas Mara Rúbia Cáceres e Abel Neto, técnicos de enfermagem que faleceram vítimas da Covid-19 há três meses e um mês, respectivamente.

Em maio, durante a Semana da Enfermagem, a Aserghc e o Sindisaúde-RS já haviam feito uma manifestação contra a privatização do GHC e por mais medidas de proteção para o combate à pandemia.  

Mas a omissão da gestão do GHC persiste em relação aos testes e ao afastamento do grupo de risco. Na UTI do Cristo Redentor, por exemplo, cinco técnicos de enfermagem e uma médica plantonista foram confirmados com o vírus. No entanto, os demais profissionais da equipe não foram testados. A comissão formada pelas entidades sindicais para reunir as informações sobre a situação de trabalhadores têm recebido denúncias dessa situação quase que diariamente. Há relatos de que as chefias já até afirmaram que mesmo profissionais positivados assintomáticos continuarão a trabalhar.

A situação de vulnerabilidade, pressão e até humilhação dos trabalhadores só se agrava. Aqueles que apresentam sintomas e recorrem à tenda de triagem da Covid-19, não conseguem ser testados. De acordo com dados do próprio GHC,  449 profissionais já foram afastados, 243 deles testaram positivo para o vírus.

Hoje, o Brasil passa de 65 mil mortes e é o país onde mais profissionais de saúde morreram vítimas de coronavírus. Não podemos permitir que esses números aumentem cada vez mais. Continuaremos em defesa daqueles que cuidam da vida! Testagem para todos os trabalhadores da saúde já!

Mais fotos do ato abaixo:

 

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