Representantes da Direção recuam em relação a redução de carga horária, em reunião do GT

Os estudos técnicos realizados, porém, são inequívocos sobre a necessidade e viabilidade das 180 horas para higienizador

A reunião do GT do Redimensionamento da Carga Horária de Trabalho dos Higienizadores do GHC realizada nesta sexta-feira, 16 de outubro, terminou em impasse. Os representantes da Direção no Grupo de Trabalho apresentaram uma proposta de relatório que não reforça a opção pelas 180 horas de carga mensal de trabalho para os higienizadores. No entanto, argumenta o representante do Sindisaúde-RS e vice-presidente da ASERGHC para o Hospital Fêmina, Ricardo Sarmanho, a jornada de 220h atualmente praticada está provocando o adoecimento de um percentual superior a 14% nas equipes de higienizadores, o que representa um índice muito superior ao experimentado em outras áreas do hospital. “Sabemos que a principal causa desses afastamentos é a carga horária excessiva de trabalho”.

“Os afastamentos são um indício claro de que esta jornada não pode nem ser mantida nem apenas minimizada. É preciso de uma solução que iguale a condição desses trabalhadores às demais categorias do GHC. A higienização hospitalar é uma atividade complexa, de risco e que exige constância, desgastando muito os trabalhadores”, explicou Sarmanho. Os estudos realizados até agora atestam claramente a necessidade de rever a carga horária de 220 horas. “Nós não aceitaremos um relatório que burla e induz a equívocos porque não é sustentado por fundamentos técnicos, apenas pela opinião de diretores que querem economizar recursos à custa dos trabalhadores”, declarou o Presidente da ASERGHC, Valmor Guedes.

Um dos raciocínios dos representantes da Direção consiste em apontar um custo extra-anual de R$ 1.200.000,00 para o GHC com a redução para as 180h. O Presidente do Sindisaúde-RS, Arlindo Ritter, revoltou-se com essa alegação recordando que “somente com a devolução dos recursos, apontados pela Controladoria Geral da União, no montante de R$ 8,3 milhões, pagos indevidamente à Plansul, cujos valores atualizados devem estar beirando os R$ 15 milhões, o GHC tem mais de 10 anos de salários garantidos para pagar aos higienizadores!”. E concluiu “Não aceitaremos um relatório com dados distorcidos. Estamos convictos que 180 horas é a recomendação técnica indicada”.

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